Como a música ativa o cérebro e pode mudar humor, memória e batimentos

Ouvir música ativa redes corticais e subcorticais do cérebro capazes de alterar o humor, os batimentos cardíacos e a respiração. O córtex auditivo processa elementos como frequência e timbre, enquanto regiões frontotemporais organizam melodias e estruturas profundas resgatam lembranças associadas às canções.
O circuito mesolímbico de recompensa também atribui prazer ao estímulo sonoro e pode liberar dopamina tanto durante a expectativa quanto no ápice da experiência musical. Mas ritmo e intensidade não determinam sozinhos a resposta do corpo: familiaridade, expectativa e interpretação emocional influenciam a reação de cada pessoa.
A biomédica Tamires Alves, doutora em Psiquiatria e Neurociências, afirma que a resposta fisiológica não depende exclusivamente do ritmo. A música pode atuar como recurso complementar no cuidado de pessoas com Alzheimer, ao ajudar a acessar memórias e conexões afetivas, mas não substitui tratamentos médicos ou psicológicos. Também não há consenso científico sobre a eficácia de frequências sonoras ou batidas binaurais para foco e sono.
