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Musical baseado em livro de Marcelo Rubens Paiva vira alvo de protesto de cadeirantes

Bruno Garcia e Hugo Bonèmer em Feliz Ano Velho
Bruno Garcia e Hugo Bonèmer no musical Feliz Ano Velho. Foto: Reprodução

O musical “Feliz Ano Velho”, inspirado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, recebeu críticas de artistas com deficiência pela escalação de Hugo Bonèmer e Bruno Garcia, atores não cadeirantes, para interpretar o escritor em diferentes fases da vida. O espetáculo estreia em 19 de setembro no Teatro Frei Caneca, em São Paulo.

O ator Tato Amorim criticou a falta de oportunidades para profissionais com deficiência nas artes. “Eu estou muito cansado. Já não aguento mais me deparar com retrocesso que a cada dia que passa parece que é a mesma coisa”, escreveu nas redes sociais. Ele também questionou os argumentos para a ausência de artistas PCDs na produção: “O que acontece é que a gente não tem oportunidade, os testes não chegam, os convites não aparecem”.

Bonèmer respondeu que considera a crítica séria e afirmou ter procurado Amorim para uma conversa privada. O diretor Gustavo Bachilon argumentou que a dramaturgia acompanha Marcelo antes e depois do acidente que o deixou tetraplégico, com flashbacks da vida do autor. Paiva ficou paraplégico aos 20 anos após sofrer um acidente durante um mergulho; a experiência deu origem ao livro lançado em 1982.