Mutante? Como ciência explica cérebro de alpinista que escalou arranha-céu sem equipamentos

O alpinista estadunidense Alex Honnold escalou o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, sem cordas ou equipamentos de segurança no último domingo (25). A façanha, transmitida ao vivo pela Netflix, durou uma hora e meia. “Havia muito vento, então eu estava tentando me equilibrar bem para não cair da torre”, explicou Honnold sobre o desafio.
Honnold, de 40 anos, é famoso por escaladas radicais sem segurança, como a do monólito El Capitan, nos EUA. Estudos de ressonância magnética realizados em 2016 revelaram que sua amígdala, região cerebral ligada ao medo, apresenta uma ativação menor que a média quando confrontada com estímulos assustadores, como a altura.
Os pesquisadores compararam seu cérebro com o de outro esportista radical. Enquanto a amígdala do segundo homem mostrava excitação intensa, a de Honnold permanecia inerte. Essa diferença na percepção do risco pode estar ligada ao treinamento mental exigente para esse tipo de desafio.
