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Na crise, desemprego cresceu mais para negros

Rede Brasil Atual:

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo, crescente em 2016, foi ainda maior para trabalhadores negros, segundo a Fundação Seade e o Dieese. Enquanto a dos não-negros passou de 12%, no ano anterior, para 15,2%, a dos negros subiu de 14,9% para 19,4%. Assim, a diferença entre os dois grupos passou de 2,9 para 4,2 pontos percentuais – em 2014, antes da crise, era de 1,9 ponto, com taxas de 10,1% e 12%, respectivamente.

A pesquisa também mostra que o desemprego é ainda maior entre as mulheres negras, cuja taxa passou de 16,3% para 20,9%. A dos homens negros é de 18%, ante 13,7% em 2015.

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Quanto maior a escolaridade, maior é a diferença de rendimento, apontam Seade e Dieese. “No que diz respeito à população negra, as políticas públicas de acesso à educação, especialmente no ensino superior público, e as políticas de combate à discriminação racial foram importantes avanços na tentativa de redução das desigualdades entre negros e não negros”, afirmam as instituições. “Algumas delas, no entanto, ainda persistem, sobretudo nos níveis mais altos de escolaridade.”