Na mesma data em que Joesley gravou Temer, Miller afirmou em e-mail ter trabalhado para a JBS
De Daniela Lima no Painel da Folha de S.Paulo.
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No dia em que Joesley Batista gravou Michel Temer no Palácio do Jaburu –7 de março de 2017–, Marcello Miller informou ter trabalhado 16 horas para a JBS. O dado consta em e-mail enviado pelo ex-procurador a Esther Flesch, a advogada que o levou para o escritório Trench Rossi Watanabe.
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Na comunicação interna, Miller, que ainda estava formalmente na PGR, disse ter ficado por conta do caso das 7h da manhã às 23h. No mesmo dia, Joesley ligou o gravador dentro do carro, a caminho da residência oficial de Temer, às 22h31.
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O áudio da polêmica conversa do empresário com Temer tem 38 minutos e 56 segundos. Termina, portanto, pouco depois do horário em que Miller afirma ter concluído seus serviços. O ex-procurador sempre negou ter orientado Joesley a gravar autoridades.
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O cronograma da delação voltou a ganhar atenções agora que a defesa do dono da JBS subiu o tom contra Miller e alegou que ele induziu o empresário a erro ao supostamente apresentar-se como alguém que já estava fora da PGR.
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