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Na ONU, Dilma diz que espionagem é “afronta” e “quebra do direito internacional”

Em um discurso duro ao abrir o debate da 68ª Assembleia Geral da ONU, a presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (24) o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania das nações ao denunciar a espionagem americana em todo o mundo como uma ruptura da lei internacional.

“(A espionagem) fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre os países, sobretudo nações amigas”, afirmou ela.

Para combater o que descreveu como uma grave violação dos direitos humanos e das liberdades civis e “uma afronta” aos princípios que devem guiar as relações entre os países, Dilma anunciou que o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de uma rede multilateral civil para a governança e uso da internet para assegurar a efetiva proteção dos dados que navegam pela internet.

“Na ausência do direito à privacidade, não pode haver verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, nenhuma democracia efetiva”, afirmou. “O direito à segurança de cidadãos de um país nunca pode ser garantido pela violação de direitos humanos fundamentais de cidadãos de outro país.”

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