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Gordura retirada do corpo pode voltar ao rosto para rejuvenescer? Veja os riscos

Mãos com luvas seguram duas seringas conectadas sobre tecido azul
Manuseio para emulsificação da gordura em seringa. Foto: Ronaldo Righesso/Arquivo pessoal

O nanofat é uma técnica que retira gordura do próprio paciente, geralmente de regiões como barriga, costas ou pernas, para aplicação superficial na pele. O material passa por lavagem, filtragem e emulsificação até virar um concentrado fluido, usado sobretudo para suavizar rugas, linhas finas e cicatrizes, sem criar volume ou alterar os traços do rosto. Com informações de Folha de S.Paulo.

O cirurgião plástico Ronaldo Righesso, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que o produto final concentra células-tronco e fatores de crescimento que podem melhorar a qualidade e a firmeza da pele. A técnica surgiu na Bélgica em 2013 e também vem sendo empregada junto a cirurgias faciais e, em outras especialidades, em tratamentos para artrose e na região íntima.

O Conselho Federal de Medicina alerta, porém, que as pesquisas disponíveis não permitem concluir que o nanofat seja superior a métodos consolidados, como bioestimuladores de colágeno. Para a conselheira Graziela Bonin, a fração de células-tronco no tecido adiposo lipoaspirado é pequena e “não se pode atribuir ao método a mesma equivalência a tratamentos com células-tronco”. O CFM recomenda que procedimentos com retirada e aplicação de gordura sejam feitos por profissionais treinados, enquanto a Anvisa exige equipamentos registrados e clínicas adequadas às normas de segurança. Inchaço, vermelhidão e sensibilidade podem ocorrer nos primeiros dias, e o tratamento é contraindicado para pessoas com infecções ativas no local da aplicação ou doenças graves.