“Não fiz nada de errado”, diz vendedor de cursinho que vazou questões do Enem

“Não fiz nada de errado.” Foi assim que o estudante Edcley de Souza Teixeira reagiu após ser acusado de apresentar, em uma live dias antes do Enem 2025, questões quase idênticas às que caíram na prova — situação que levou o MEC a acionar a Polícia Federal e a anular três itens do exame. Mesmo sob suspeita, ele afirma estar tranquilo e nega qualquer irregularidade.
Nas redes sociais, Edcley, que vende cursinhos online, disse que “nunca se sentiu tão bem” com a repercussão e relatou ter recebido milhares de mensagens de interessados em sua mentoria. “Tem umas seis mil pessoas falando comigo. (…) Vou dormir o sono dos justos. Tá tudo certo, não fiz nada de errado”, declarou.
Aproveitando a visibilidade, o universitário passou a divulgar seu “método exclusivo de preparação”, vendido por R$ 1.320, e rebateu críticas afirmando que foi “reduzido falsamente” a um vazamento do exame. Segundo Edcley, o Enem “sempre foi e sempre será redundante” e permitiria identificar tendências por meio de uma “engenharia reversa”.
O caso segue em investigação após a live em que o estudante apresentou conteúdos extremamente semelhantes aos da prova oficial, o que levantou suspeitas sobre acesso indevido a informações usadas nos pré-testes do Inep.
