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“Não vou morrer para defender dinheiro de banco”, diz PM após assalto em Piracaia (SP)

A 85 km de São Paulo, Piracaia é uma pacata cidadezinha de 26 mil habitantes. No entorno do município, represas do Sistema Cantareira. Ao redor das represas, antigas fazendas de gado e café deram lugar a chácaras e casas de campo; da classe média alta e de ricos da capital e de cidades vizinhas.

Na madrugada do sábado, 15, cenas de cinema, e de faroeste, em Piracaia. Com fuzis, pistolas e dinamite, cerca de 30 assaltantes fecharam entrada e saída da cidade. Em 25 minutos explodiram e roubaram caixas eletrônicos dos bancos do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco.

Em ação conjunta e cronometrada, ao mesmo tempo os assaltantes acuavam uma base da PM. Contra os PMs, e na cidade, dispararam mais de 80 tiros. Esse foi o nono assalto a bancos da região no último ano e meio. Mas nenhum dos anteriores com tal grau de organização e poder de fogo.

No dia seguinte, perguntado sobre por que os bandidos não foram cercados na estrada depois do assalto, um dos PMs explicou:”Os bancos têm seguro… e eu não vou morrer pra defender dinheiro de banco”.

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