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Nazista que chamou Bolsonaro de “amante gay” de Trump perde no STJ

Jair Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução

O ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a condenação do advogado nazista Alexandre Lopes Reis Boeira por crime de racismo qualificado. A decisão, publicada na última segunda-feira (3), confirma a pena de 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de 20 salários mínimos. O processo teve origem em uma publicação feita pelo advogado em rede social.

Na postagem, Boeira afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sentia “amor gay” pelo mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, e era “amante” de judeus. O conteúdo também saudava o ditador nazista Adolf Hitler e enaltecia Joseph Goebbels, ex-ministro da Propaganda na Alemanha Nazista. A Justiça avaliou que a mensagem tinha a intenção de menosprezar judeus e exaltar o nazismo.

O caso foi inicialmente julgado e condenado pela 22ª Vara Federal de Porto Alegre em julho de 2023. O advogado recorreu, mas a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a decisão em fevereiro de 2024. Agora, o STJ rejeitou o recurso no âmbito do sistema de repetitivos, confirmando a condenação em última instância.

O advogado não está preso e poderá recorrer da decisão em liberdade. A condenação final se deu pelo crime de racismo, considerando o teor antissemita e a apologia ao nazismo contidos na publicação, que também incluíam manifestações de cunho transfóbico e homofóbico.

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