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Neoenergia cobra R$ 15,5 milhões da Vivo por suposta irregularidade em usina solar

Sede da Vivo em São Paulo
Prédio da sede da Vivo em São Paulo. Foto: Reprodução

A Neoenergia Brasília cobra R$ 15,5 milhões da Telefônica Brasil, dona da Vivo, por uma suposta alteração irregular em uma usina fotovoltaica na Fazenda Santo Antônio, no Paranoá, Distrito Federal. A concessionária afirma que a unidade, administrada pela Athon Energia e responsável por abastecer a estrutura da operadora no DF, gerou créditos indevidos após ampliar sua capacidade sem autorização.

O projeto aprovado previa painéis com potência de 6.451 kWp e inversores de 5.000 kW. Em vistoria realizada em maio de 2025, a Neoenergia identificou acréscimos de 604,8 kWp nos painéis e de 162,5 kW nos inversores. A distribuidora afirma que a Aneel validou o entendimento de que houve mudança irregular nas características da instalação e aponta que a fazenda operou acima da potência autorizada em 75% do tempo ao longo de 12 meses.

Além da cobrança, a Neoenergia informou que enquadrará a unidade em uma categoria com menos subsídios para a geração fotovoltaica e ofereceu parcelamento do valor em até 24 vezes, com juros de 1,5% ao mês. A Vivo pediu uma medida cautelar à Aneel para impedir as penalidades, reconhece a substituição de equipamentos sem aval prévio da distribuidora, mas nega aumento de potência. A empresa atribui a divergência a uma falha nas etiquetas de inversores trocados após um recall e afirma que a infração não ocorreu.