Neonazista trans é levada a prisão feminina após extradição à Alemanha

Marla-Svenja Liebich, integrante da cena neonazista do leste da Alemanha, foi extraditada da República Tcheca nesta quarta-feira (15) e levada a uma prisão feminina em Chemnitz, informou o Ministério Público. A direção da unidade agora avalia se Liebich cumprirá a pena no local ou se seguirá para outra instituição.
Liebich havia desaparecido em agosto do ano passado após ignorar uma ordem para se apresentar a uma prisão feminina na Alemanha, onde deveria cumprir pena de um ano e meio por crimes que incluem incitação ao ódio étnico e difamação. A prisão ocorreu no início de abril, na República Tcheca, e a Justiça tcheca rejeitou tentativas de barrar a extradição. Liebich alegou temer pela própria vida caso fosse enviada a uma prisão masculina.
Antes de registrar o nome Marla-Svenja, Liebich usava o nome Sven. O registro como mulher ocorreu no fim de 2024, durante recurso contra a condenação em primeira instância, após a entrada em vigor da Lei de Autodeterminação de Gênero da Alemanha, que permite alterar nome e sexo no registro civil por autodeclaração. A Justiça de Halle avalia um processo que pode reverter a mudança, enquanto o governo do chanceler Friedrich Merz afirmou que revisaria a legislação.
