Caminhoneiro brasileiro fica isolado por 18 dias após nevasca na Argentina

Uma nevasca intensa na Cordilheira dos Andes mantém centenas de caminhoneiros retidos no lado argentino da fronteira com o Chile. O catarinense Jairo Gomes, de 34 anos, natural de Sombrio e morador de Santa Rosa, espera há cerca de 18 dias pela liberação do trânsito para seguir viagem.
Cerca de 700 caminhões não conseguem cruzar o Paso Cristo Redentor, principal ligação rodoviária entre Mendoza, na Argentina, e Valparaíso, no Chile. As autoridades fazem liberações pontuais na região de alta montanha, mas a neve acumulada interrompeu a circulação por semanas.
Jairo afirmou que os motoristas recebem sopas, água, verduras e alimentos básicos de associações locais, mas enfrentam dificuldades para manter a higiene. “Data oficial para liberar o trânsito a gente ainda não tem. O que o pessoal comenta aqui é que pode ser a partir do dia 8 de agosto”, disse ao NSC Total. Ele também relatou que banhos quentes custam 4 mil pesos argentinos, cerca de R$ 16.
