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Movimento pró-nicotina promove sachês e faz promessas sem evidência; entenda

Sachês de nicotina em recipientes abertos sobre superfície verde
Recipientes abertos com sachês de nicotina brancos e bege sobre superfície verde. Foto: Reprodução

Influenciadores e comunidades de bem-estar têm apresentado a nicotina como um produto capaz de ampliar o foco, a produtividade e até proteger contra o declínio cognitivo. A tendência envolve sachês de nicotina e combinações da substância com cafeína e nootrópicos, apesar de os supostos benefícios para pessoas saudáveis não terem comprovação científica.

A nicotina pode elevar temporariamente a atenção, a vigilância e o tempo de reação em alguns usuários, mas os resultados dos estudos são contraditórios. Parte das pesquisas inclui pessoas dependentes, e a melhora após novo consumo pode refletir apenas a redução de sintomas de abstinência, como irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração.

Além de causar dependência ao ativar os circuitos de recompensa do cérebro, a substância aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial e pode prejudicar o sono. Estudos em humanos também não demonstraram que a nicotina previna demência, Alzheimer ou Parkinson, nem que prolongue a vida; terapias de reposição têm uso comprovado somente no apoio à cessação do tabagismo.