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O carro popular que deixará de ser vendido em 2026

Nissan Sentra
Nissan Sentra, sedã médio importado do México. Foto: Reprodução

A Nissan se prepara para deixar de vender o Sentra no mercado brasileiro e ainda comercializa as últimas unidades do sedã médio. Importado do México, o modelo manteve a proposta tradicional da categoria, com carroceria de três volumes, bom espaço interno, porta-malas de 466 litros e cabine mais refinada do que a média dos SUVs compactos vendidos na mesma faixa de preço.

O Sentra vendido no Brasil usa motor 2.0 aspirado a gasolina, de 151 cv e 20 kgfm de torque, sempre com câmbio automático Xtronic CVT e tração dianteira. O conjunto ficou pressionado por um mercado mais competitivo, com o Toyota Corolla ainda forte entre os sedãs médios e modelos eletrificados, como o BYD King, atraindo consumidores por tecnologia, consumo e preço.

O avanço dos SUVs e híbridos também reduziu o espaço do Sentra. Segundo a Fenabrave, o modelo emplacou 341 unidades em 2026; em junho, foram apenas nove. A central multimídia de oito polegadas, o painel com instrumentos analógicos e a falta de uma atualização mais profunda pesaram contra o sedã, que tem preços sugeridos de R$ 174.490 na versão Advance CVT e R$ 198.790 na Exclusive CVT Interior Premium.

O N7, sedã elétrico desenvolvido pela joint venture Dongfeng Nissan na China, já rodou no Brasil e aparece como possível candidato a ocupar a lacuna deixada pelo Sentra. O modelo usa uma nova arquitetura modular para veículos eletrificados e mede 4,93 m de comprimento, com 2,91 m de entre-eixos. Fora do Brasil, em mercados como México e Estados Unidos, o Sentra recebeu visual renovado, telas maiores e manteve a base com motor 2.0 e câmbio CVT.