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No STF, Marco Aurélio vota por manter Aécio em liberdade e no Senado: “carreira política elogiável”

 

Do Estadão:

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciaram o julgamento dos recursos pendentes na ação em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), sob alegação de que o tucano seria o destinatário de recursos da ordem R$ 2 milhões repassados pela J&F a um primo do senador e a um auxiliar parlamentar.

A PGR requereu a prisão, reputando-na como “medida imprescindível e urgente”, ou ao menos o afastamento do tucano do Senado, que foi determinado no fim de maio pelo antigo relator do caso, Edson Fachin, mas foi revogado no fim de junho por Marco Aurélio Mello, que passou a ser o relator. No julgamento, Mello votou por rejeitar os recursos da PGR e manter as atividades parlamentares de Aécio Neves.

Marco Aurélio Mello afirmou que o “afastamento de Aécio Neves não é compatível com parâmetros constitucionais”. Ainda criticou o ministro Edson Fachin, chamando-o de “voz isolada”, por ter suspendido a atividade parlamentar do tucano. “O Supremo substituiu-se, na voz isolada do antigo relator, ao Senado Federal”, disse Marco Aurélio.

Mello dedicou parte do voto a exaltar Aécio Neves, conforme já havia feito quando revogou a decisão de Fachin. “Aécio é brasileiro nato, chefe de família e possui carreira política ‘elogiável’”. “À sociedade e a Aécio Neves importam a higidez das instituições democráticas e respeitabilidade à Constituição. E não a feitura da justiça a ferro e fogo”, disse.

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