Nobel de Física premia Francis Halzen por observatório de neutrinos no gelo

O Nobel de Física de 2026 premiou, nesta terça-feira (06), o físico belga-americano Francis Halzen por suas contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica. Halzen é professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.
O pesquisador propôs, em 1988, o uso do gelo do Polo Sul para rastrear neutrinos, partículas subatômicas sem carga elétrica, de massa muito pequena e capazes de atravessar a matéria quase sem interação. A ideia levou à criação do IceCube, um quilômetro cúbico de gelo equipado com sensores de luz.
Quando um neutrino colide com um núcleo atômico, ele produz um clarão detectável pelos sensores instalados no gelo glacial. “Sua tenacidade e visão científica abriram caminho para um novo tipo de astronomia”, afirmou Mark Pearce, presidente do Comitê Nobel de Física. Halzen nasceu em Tienen, na Bélgica, em 1944, e concluiu seu doutorado na KU Leuven em 1969.
