Noblat compara fichamento de moradores das comunidades à inscrição no Facebook

Ricardo Noblat, em seu blog na Veja, defendeu a ação dos militares nas comunidades do Rio de tirar fotografia dos moradores e fichá-los:
O mundo está repleto de câmeras de segurança que filmam todo mundo todo o tempo. O espaço sideral, de satélites capazes de fotografar com precisão até o número da placa de um carro, quanto mais uma pessoa.
O Facebook sabe tudo o que interessa sobre de cada um dos seus seguidores – mais de um bilhão por dia. Conhece todos os seus gostos. E até seus sonhos. Fatura aos montes com isso. E ninguém reclama.
“O Facebook pode, o soldadinho, não…”, escreve ele, no título.
A resposta a Noblat: Não, não pode.
Algumas razões: O Facebook não obriga ninguém a se inscrever lá e a Constituição assegura o direito à privacidade.
Agora, se Noblat quer saber se isso é legal ou não, como ele reagiria se um soldado parasse a mulher dele, na frente de sua casa, a fotografasse e depois fotografasse seus documentos também.
Se não é admissível para ela, não o é também para a preta, o preto e o pobre em geral das comunidades.
