Noruegueses erguem bandeira da Palestina e pedem exclusão de Israel das competições

A partida entre Noruega e Israel pelas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo, neste sábado (11), ocorre sob forte tensão política e protestos nas ruas de Oslo. O confronto, que já registra vitória parcial dos noruegueses por 5 a 0, foi classificado pelas autoridades como o evento esportivo com o maior nível de segurança do país desde os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994.
Durante o jogo, torcedores noruegueses exibiram bandeiras da Palestina e cartazes pedindo o banimento de Israel do futebol internacional. As manifestações ocorrem em meio ao cessar-fogo na Faixa de Gaza e refletem a posição da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), que defende a aplicação de sanções com base nas regras da Fifa. A renda da partida será doada à ONG Médicos Sem Fronteiras, que atua em áreas atingidas pelo conflito.
A presidente da NFF, Lise Klaveness, reiterou que o gesto busca promover debate sobre responsabilidade esportiva e direitos humanos. “Não é necessariamente um esforço para banir Israel, mas para garantir que as leis da Fifa sejam respeitadas”, afirmou em coletiva de imprensa. Do lado de fora do estádio, manifestantes organizados pelo Comitê Palestino da Noruega marcharam com faixas e bandeiras pedindo “cartão vermelho para Israel”.
Com cerca de 200 torcedores israelenses e presença policial reforçada, o Estádio Ullevaal teve parte de suas arquibancadas fechadas por precaução. O clima de protesto e a exibição das bandeiras palestinas transformaram a partida em símbolo político, ampliando a pressão sobre a Uefa, que ainda discute a eventual suspensão de Israel de competições europeias.
