“Nosso presidente tem uma doença de homem viril”, diz Roberto Jefferson, pai da ministra de Temer
Reportagem de Anderson Aires na Zero Hora.
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Em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, da Rádio Gaúcha, na noite desta quarta-feira (3), o ex-deputado federal e delator do mensalão afirmou que foi com a sugestão de quatro nomes do PTB, todos homens, para discutir com Temer o sucessor de Ronaldo Nogueira, que deixou a pasta na semana passada. No entanto, o presidente teria perguntado sobre um eventual nome feminino:
— O presidente disse assim: “você não tem nenhuma mulher? Só tem homens?”. Eu falei: “presidente, mulher?”. Ele disse: “deputada Cristiane Brasil que é uma gestora pública”.
Jefferson disse que ligou para a filha, pois nem havia a consultado sobre a possibilidade de ocupar o cargo. O presidente do PTB afirmou que não aceita a alcunha de delator, pois fez uma denúncia e não teve benefícios com a acusação:
— Fiz uma denúncia. Delator é quem se beneficia do próprio crime. Eu não fiz isso. Acho que a delação premiada é prêmio para canalha.
O ex-deputado também comentou a doença que afeta o presidente da República. Nos últimos meses, problemas urinários obrigaram Temer a utilizar uma sonda na uretra após cirurgia feita no dia 13 de dezembro. Jefferson disse que a doença do chefe do Executivo é “de homem”.
— Achei ele um pouco cansado. Uma coisa me deixa feliz com ele. Ele teve infecção de uretra. Isso é coisa de homem, né? Graças a Deus. Nesse mundo tão conturbado que a gente tem, nosso presidente tem uma doença de homem viril. Fico feliz com ele.
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Cristiane foi citada na delação da Odebrecht. Segundo o executivo Leandro Andrade, a pedido do deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), foram entregues R$ 200 mil à Cristiane em 2012. O dinheiro teria sido repassado pelo próprio executivo. Conforme Jefferson, a informação não procede:
— Não tenho essa informação, mas pelo que conversei com ela, a informação não foi verdadeira e é uma denúncia vazia, tanto que não foi acolhida pelo Supremo Tribunal Federal.
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