Entenda a nova classificação global do infarto e o que muda

Quatro das principais entidades de cardiologia do mundo divulgaram a Quinta Definição Universal de Infarto do Miocárdio, que abandona os antigos códigos numéricos usados desde 2007. O novo modelo divide os casos em três categorias, definidas pela causa do problema, e terá apresentação oficial no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique, em 30 de agosto. Com informações de Veja.
O infarto primário ocorre espontaneamente por um problema agudo em uma artéria coronária, como ruptura de placa de gordura, espasmo, coágulo ou dissecção da parede do vaso. O secundário resulta de outra condição que altera a oferta e a demanda de oxigênio do músculo cardíaco, como pressão muito alta ou baixa e aceleração excessiva dos batimentos. A terceira categoria reúne os infartos ligados a procedimentos, registrados em até 30 dias após intervenções como implante de stent ou cirurgia de ponte de safena.
A mudança não altera os protocolos de emergência para pacientes com sintomas de ataque cardíaco. A proposta busca padronizar o registro e o estudo dos casos, além de facilitar a comunicação entre médicos e pacientes. O documento também destaca a dissecção espontânea de artéria coronária, causa de infarto primário que atinge principalmente mulheres e ainda recebe poucos diagnósticos.
