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Nova direita latino-americana se alinha a Trump e ignora alertas sobre soberania

Donald Trump durante encontro com líderes latino-americanos
Donald Trump durante encontro com líderes latino-americanos em Nova York. Foto: Reprodução

Governos da nova direita na América Latina reforçaram o alinhamento com Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente dos Estados Unidos apresentou a atuação militar de seu governo no hemisfério como uma conquista e citou a operação que levou à prisão de Nicolás Maduro, na Venezuela, além do controle americano sobre parte das reservas de petróleo do país. Com informações de BBC.

No encontro do Escudo das Américas, coalizão formada por 15 países para combater o crime organizado, Trump recebeu elogios de líderes como o paraguaio Santiago Peña e a peruana Keiko Fujimori. A aliança reúne Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Trump defendeu medidas duras contra grupos classificados por Washington como narcoterroristas e disse que os EUA poderiam agir caso os governos locais não conseguissem enfrentá-los.

Lula fez o principal contraponto regional ao discurso americano e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. O presidente criticou o avanço de ambições hegemônicas na região e alertou para interferências externas em processos eleitorais. O Brasil ficou fora do Escudo das Américas e viu com desconfiança a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA, por avaliar que a medida pode abrir espaço para intervenções militares no país.