Apoie o DCM

Novas denúncias voltam a levantar suspeitas sobre a escolha do Catar como sede da Copa em 2022

catar copa
A menos de duas semanas do início da Copa do Mundo no Brasil, novas denúncias divulgadas neste domingo voltam a levantar suspeitas sobre a escolha do Catar como sede da Copa em 2022. Segundo publicou o jornal britânico The Sunday Times, Mohamed bin Hammam, ex-representante do Catar na Fifa, teria pago 5 milhões de dólares a dirigentes da federação para obter votos na escolha do emirado como sede da competição.

O jornal afirma estar de posse de documentos que provariam que Bin Hammam, que também foi vice-presidente da Fifa, teria subornado membros da entidade máxima do futebol em troca de apoio à candidatura do Catar um ano antes da escolha em dezembro de 2010. Bin Hammam teria feito diversos pagamentos a figurões do futebol na África e também a Reynald Temarii e a Jack Warner, respectivamente, ex-membros do Comitê Executivo da Fifa para a Oceania e da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

A Associação de Futebol do Catar já havia sido acusada de subornar representantes da Fifa para poder sediar o torneio em 2022. O país desbancou as candidaturas dos EUA, Japão, Austrália, e Coreia do Sul.

Segundo o jornal britânico, Bin Hamman recusou-se a responder as acusações, enquanto integrantes do comitê da candidatura do Catar negaram qualquer ligação com o ex-dirigente, alegando que ele não teria desempenhado qualquer papel na campanha do país para ser sede da Copa. Bin Hamman deixou o comitê executivo da Fifa após ter seu nome envolvido em um escândalo de corrupção em sua campanha à presidência da entidade em 2011.

SAIBA MAIS

DW