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Número de convertidos cresce nos EUA e surpreende Igreja Católica

Papa Leão XIV. Foto; Filippo Monteforte/AFP

A Igreja Católica registra aumento nas conversões nos Estados Unidos, contrariando a tendência recente de queda. Na Arquidiocese de Detroit, 1.428 pessoas devem ingressar na fé nesta Páscoa, o maior número em 21 anos. Outras dioceses, como Galveston-Houston e Des Moines, também relatam crescimento, com aumento de até 51% em relação ao ano anterior.

Segundo a Folha de S.Paulo, o movimento ocorre no primeiro ano após a eleição do papa Papa Leão XIV, embora líderes religiosos apontem múltiplas causas. O cardeal Robert McElroy afirmou: “Claro que achamos que é o Espírito Santo, mas estamos meio perplexos”. Ele apontou que bispos têm comparado números entre si: “‘Qual é o seu número? Qual é o seu número?'”.

Dados reunidos pelo The New York Times com mais de 20 dioceses mostram crescimento generalizado, embora não haja padronização nacional nos registros. O arcebispo Mitchell Thomas Rozanski relaciona o fenômeno ao contexto social.

“Em nossa era de incerteza e em nossa era de grande ansiedade, há uma sede e fome de Deus e da estabilidade que a fé traz para a vida das pessoas”, afirmou. Ele também citou fatores como isolamento social. “Acho que a tecnologia nos isolou uns dos outros. Acho que a Covid realmente amplificou esse isolamento”, prosseguiu.

“Estamos percebendo que muitos dos males da nossa sociedade, particularmente ansiedade e depressão, surgem desse isolamento”, acrescentou. Segundo ele, o grupo de 18 a 35 anos aparece entre os mais presentes nas conversões recentes.

Arquidiocese de Detroit, nos EUA. Foto: Reprodução

Relatos individuais indicam motivações diversas. A americana Jacqueline Chavira afirmou: “Havia um vazio em mim que eu não conseguia preencher”. Ela disse que a decisão não teve relação com o Papa. “Para mim é muito mais pessoal, muito menor, apenas ter meus filhos da maneira que quero criá-los”, completou.

Entre jovens, a influência de conteúdos digitais também aparece. “Muitas pessoas passam seu tempo rolando o TikTok —minha versão disso é apologética. Eu sigo Jesus —Jesus deixou uma igreja, eu devo seguir essa igreja”, disse Jesse Araujo.

Outro convertido, Amen-Ra Pryor, citou a experiência religiosa como fator central. “Como, o que significa viver uma vida boa e fazer o bem, e o que é fé, e a fé é razoável?”, questionou. Ele também ressaltou a prática da confissão: “Poder realmente ouvir ‘seus pecados estão perdoados’ também é muito importante”.