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Whisky, Planalto e TSE: a ponte discreta entre Lula e Nunes Marques

Lula e Kassio Nunes Marques
Lula e Kassio Nunes Marques. Foto: Reprodução

O ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, estreitou a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontros discretos em Brasília. Em um deles, narrado pelo próprio ministro a colegas, os dois tomaram whisky levado por Nunes Marques, que buscava apoio para emplacar seu juiz auxiliar Henrique Gouveia da Cunha como desembargador do TRF1. Com informações de Metrópoles.

Lula já havia atendido, em 2023, a outro pedido do ministro para uma vaga no tribunal, com a indicação do juiz João Carlos Mayer, e também fortaleceu Nunes Marques ao escolher Carlos Brandão para o STJ. Durante a aproximação, Nunes avisou ao presidente que votaria pela condenação de Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022; o caso voltou ao plenário em maio, depois de pedido de vista do ministro, e Castro foi declarado inelegível por oito anos. Procurado, Nunes Marques não retornou.

A relação é recente e passa por aliados piauienses como o ministro Wellington Dias e o governador Rafael Fonteles, além da proximidade de Nunes Marques com Ciro Nogueira. O ministro também atuou como ponte para um encontro reservado entre Lula e André Mendonça no Planalto, em maio, quando Mendonça entregou convite para a posse da nova direção do TSE; na cerimônia, Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes trocaram cumprimento cordial, e dias depois ela chamou o ministro de “irmão em Cristo”.