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O câncer silencioso que desafia a medicina moderna

Células do pâncreas vistas em microscópio. Foto: BCC/DP

O câncer de pâncreas segue entre os tumores de maior dificuldade para a medicina por causa do comportamento agressivo e da ausência de sinais claros nas fases iniciais. Localizado profundamente no abdômen, atrás do estômago, o pâncreas tem função importante na digestão e na regulação da glicose no sangue. Quando surgem sintomas como perda de peso, cansaço, dor abdominal e pele amarelada, o quadro muitas vezes já está em estágio avançado. A estimativa apresentada no texto é de que cerca de 80% dos pacientes recebam o diagnóstico nessa fase.

Mais de meio milhão de pessoas são diagnosticadas todos os anos com a doença no mundo. A taxa média de sobrevida em cinco anos está em torno de 12%, segundo os dados citados no artigo. Entre os fatores associados ao risco estão tabagismo, obesidade, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e histórico familiar. O acompanhamento médico em pessoas com maior risco é apontado como medida relevante para prevenção e monitoramento.

Ferramentas de inteligência artificial também começam a ser usadas na análise de tomografias e ressonâncias para tentar antecipar o diagnóstico. Entre as abordagens locais estudadas estão a radiocirurgia, que aplica radiação concentrada no tumor, e a eletroporação irreversível, conhecida como NanoKnife, que utiliza pulsos elétricos para destruir células tumorais, inclusive em áreas próximas de vasos delicados.