O desabafo de Fernanda Gentil sobre ataques a narradoras: “Torço para terapia em dia”

Fernanda Gentil volta a cobrir uma Olimpíada de Inverno 16 anos depois da estreia em Vancouver e agora é o principal nome da CazéTV na transmissão dos Jogos de 2026, em Milão e Cortina, de 6 a 22 de fevereiro. Em relato à coluna, ela diz que a convocação atual “passa um filme na cabeça” e relembra quando, aos 22, foi enviada para a primeira grande cobertura ainda no início da trajetória, em meio a mudanças pessoais na família e incertezas sobre a volta para casa.
A apresentadora também comenta as críticas dirigidas a narradoras e comentaristas e traça um paralelo com os ataques que recebeu no começo da carreira, citando o episódio que virou meme na Copa de 2010 e os rótulos que vieram junto. “Eu torço muito para que essas mulheres, meninas, garotas estejam com a terapia em dia”, afirma, pedindo que elas não deixem de exercer a profissão por causa do barulho nas redes. Para Gentil, a presença feminina no esporte tende a crescer, com espaço compartilhado e sem a lógica de disputa por exclusão.
Na CazéTV, ela diz que a proposta é manter um ambiente mais informal, o que abre brechas para críticas, e cita o Pan do Chile como exemplo de correção em tempo real após erros, como em uma transmissão de beisebol em que faltou domínio das regras. Ela também explica por que não voltou à Globo: uma negociação avançou, mas travou na exclusividade, já que a emissora queria que ela encerrasse acordos com a Fifa e seu canal no YouTube. Gentil ainda fala de vida pessoal, afirma que teve “privilégio” ao assumir o relacionamento com Priscila Montandon quando já era um rosto conhecido, e projeta a próxima grande cobertura: a Copa do Mundo de 2026.
