O doce francês que virou febre em SP e pode ser o novo cupcake

O cannelé, bolinho francês tradicional da região de Bordeaux, virou uma das novas apostas de cafés, padarias artesanais e boulangeries de São Paulo. Caramelizado, crocante por fora e macio por dentro, o doce ganhou força nas redes sociais e passou a ocupar vitrines antes dominadas por outras tendências da confeitaria. A comparação com o cupcake aparece porque, assim como o bolinho que virou febre nos anos 2000 após aparecer em “Sex and The City”, o cannelé combina apelo visual, curiosidade e potencial de viralização.
Apesar do crescimento da procura, chefs e padeiros avaliam que o doce ainda enfrenta resistência do público brasileiro. O nome faz alguns clientes associarem a receita à canela, embora a versão clássica não leve a especiaria, e a casca escura costuma ser confundida com queimado. O preparo também exige técnica, fôrmas adequadas, descanso longo da massa e controle rigoroso de forno para garantir o contraste entre a casquinha caramelizada e o interior cremoso.
Em São Paulo, casas como Le Blé, Le Jazz Boulangerie, Lida Padaria, Na Fila do Pão, Tem Umami!, Zestzing e Nina Farina servem versões clássicas ou adaptadas do cannelé. Há receitas com baunilha do cerrado, bourbon, cumaru, chocolate, fubá com goiabada, milho verde e até pistache. Para os confeiteiros, o desafio agora é saber se o doce vai sobreviver ao hype e se consolidar como item fixo nas vitrines, ou se será apenas mais uma moda passageira da gastronomia.
