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O fotógrafo que demorou 10 anos para conseguir registro raro e ganhou prêmio

Hiena-marrom em meio às ruínas de mina de diamantes na Namíbia. Foto: Wim van der Heever

Uma imagem rara de uma hiena-marrom em meio às ruínas de uma antiga mina de diamantes rendeu ao fotógrafo sul-africano Wim van den Heever o prêmio de Fotógrafo da Vida Selvagem do Ano. O registro, feito na cidade fantasma de Kolmanskop, na Namíbia, impressionou os jurados por unir beleza, mistério e simbolismo sobre a convivência entre natureza e vestígios humanos.

Van den Heever contou que demorou uma década para capturar o momento ideal. “Levei 10 anos para finalmente conseguir esta imagem única de uma hiena-marrom, no quadro mais perfeito que se poderia imaginar”, afirmou. Ele relatou ter posicionado sua câmera estrategicamente após identificar pegadas recentes do animal sob o nevoeiro vindo do Oceano Atlântico.

A hiena-marrom é considerada a mais rara das espécies e tem hábitos noturnos e solitários. Algumas atravessam a região desértica entre Angola e a África do Sul em busca de alimento, alimentando-se de carniça ou caçando filhotes de lobo-marinho nas costas próximas à Cidade do Cabo. Ver um animal do tipo é um evento incomum, o que torna o registro ainda mais valioso.

O prêmio foi entregue em cerimônia no Museu de História Natural de Londres, onde as fotos vencedoras ficarão expostas de 17 de outubro de 2025 a 12 de julho de 2026. O evento é um dos mais prestigiados do mundo da fotografia e destaca trabalhos que revelam a relação entre a vida selvagem e as mudanças no planeta.