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O mecanismo oculto que faz a Alzheimer se espalhar pelo cérebro

Representação digital de um cérebro humano
Representação digital de um cérebro humano. Foto: GSO Images/GettyImages

Um estudo publicado na revista Cell identificou um mecanismo pelo qual a proteína Arc pode acelerar o desenvolvimento do Alzheimer no cérebro. A pesquisa, liderada pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descreve como a Arc ajuda a transportar a proteína tau tóxica entre neurônios, etapa ligada à progressão da doença.

Em pessoas com Alzheimer, a tau se deforma e forma emaranhados que danificam células cerebrais. Segundo os pesquisadores, a Arc funciona como uma espécie de empacotadora: ela cria pequenas cápsulas, chamadas vesículas extracelulares, coloca a tau tóxica dentro delas e o neurônio lança essas estruturas para fora.

O processo parece surgir como tentativa de defesa da própria célula, que tenta se livrar de uma proteína nociva. O problema é que as cápsulas permanecem no cérebro e podem entrar em neurônios saudáveis, levando a tau tóxica para outras partes do circuito cerebral.

Os pesquisadores analisaram amostras de tecido cerebral de 15 indivíduos: sete controles sem a doença, um paciente em estágio inicial e sete pacientes com Alzheimer avançado. A equipe observou que, quanto maior a presença de Arc nessas cápsulas, maior também era a quantidade de tau tóxica, o que abre uma linha de investigação para terapias que tentem bloquear esse empacotamento.