O medo das testemunhas no caso da PM morta com tiro na cabeça

O terceiro dia de audiências do processo sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, 32, terminou por volta das 16h30 desta quarta-feira (01), com dez pessoas ouvidas. O UOL apurou que, entre 21 testemunhas de acusação que prestaram depoimento até agora, apenas o delegado responsável pela investigação falou na presença do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53, viúvo da vítima.
Rosa Neto responde por feminicídio e fraude processual e está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele nega ter cometido o crime e afirma que Gisele Alves se suicidou. A Justiça ouviu o delegado Lucas de Souza Lopes, do 8º Distrito Policial do Brás, na segunda-feira (29), em depoimento virtual; uma vizinha também depôs no mesmo dia, mas sem a presença do réu.
Nesta quarta, familiares de Gisele, incluindo os pais Marinalva e José Simonal de Santana, o irmão Pedro, a filha da policial, o ex-companheiro dela e policiais militares compareceram ao fórum. Antes de depor, Marinalva disse que não queria ver Rosa Neto: “Eu não quero ver a cara desse verme. Eu quero justiça”. A defesa confirmou que o tenente-coronel voltou ao presídio antes do fim da audiência porque testemunhas não quiseram falar diante dele e afirmou que vai pedir a impronúncia, para evitar a ida do réu a júri popular.
