O novo tratamento contra HIV testado no Brasil

Pisci Bruja, antropóloga, doutoranda em saúde pública na USP e ativista pelos direitos das pessoas que vivem com HIV, se tornou a primeira pessoa no Brasil a receber uma dose experimental de tratamento injetável aplicada a cada quatro meses. Ela interrompeu, após 13 anos, o uso diário de comprimidos para entrar no estudo global da farmacêutica GSK.
A pesquisa testa a combinação dos antirretrovirais cabotegravir e rilpivirina e compara o novo intervalo de quatro meses com o esquema injetável a cada dois meses, já aprovado nos Estados Unidos, no Canadá, na União Europeia e na Austrália. O tratamento não é vacina nem PrEP: os medicamentos controlam a multiplicação do vírus em pessoas que vivem com HIV.
O ensaio deve reunir cerca de 564 participantes em nove países e tem conclusão prevista para setembro de 2029. No Brasil, entre 63 e 77 pessoas devem participar em sete centros de pesquisa. O SUS mantém principalmente terapias orais diárias e ainda não oferece antirretrovirais injetáveis de longa duração para o tratamento do HIV.
