Apoie o DCM

O país que estabelece um “espaço aéreo” para bruxas

bruxas
Margaret Hamilton como a Bruxa Má do Oeste em ‘O Mágico de Oz’. Foto: Reprodução/Warner Bros.

O Reino da Suazilândia, hoje chamado Essuatíni, ganhou fama mundial em 2013 por supostamente estabelecer um limite de altitude para bruxas. Segundo a autoridade de aviação do país, quem voasse em uma vassoura não poderia ultrapassar 150 metros, sob risco de prisão e multa.

A história, porém, não nasceu de uma lei redigida especialmente para feiticeiras. A frase foi dada pelo dirigente Sabelo Dlamini ao explicar as regras aplicáveis a objetos voadores não registrados, depois que um detetive particular foi detido por operar um pequeno helicóptero com câmera. Questionado sobre o alcance da norma, ele incluiu vassouras voadoras no mesmo grupo de aeromodelos e pipas, sem deixar claro se falava sério ou fazia uma piada.

Treze anos depois, não há registro público conhecido de qualquer bruxa presa ou multada por ultrapassar o limite. O país mudou de nome em 2018, e a legislação de aviação de 2009 foi substituída por uma nova lei em 2022. As regras atuais tratam de aeronaves, drones e veículos remotamente pilotados, sem citar bruxas ou vassouras. O peculiar “espaço aéreo das bruxas” sobrevive, portanto, mais como uma anedota jurídica do que como uma proibição efetivamente aplicada.