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O país que proibiu o uso de “linguagem neutra”

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Foto: Marvin Recinos/AFP

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou na segunda (6) a proibição do uso de “linguagem neutra” ou “inclusiva” nas escolas públicas do país. A medida, que se soma a novas regras de disciplina escolar implementadas nos últimos meses, visa “garantir o bom uso do idioma” e evitar influências ideológicas ou “globalistas” no ensino, segundo o mandatário de extrema-direita.

Bukele publicou a decisão nas redes sociais e compartilhou o memorando da ministra da Educação, Karla Trigueros, que instrui os diretores das 5.100 escolas públicas do país a não permitir termos como “amigue”, “companheire” e “alumn@”, entre outros.

O governo de Bukele alega que a ideia é manter o foco no desenvolvimento integral dos estudantes. A medida gerou controvérsia, com o sindicato de professores, a Frente Magisterial Salvadoreño, criticando as novas regras como uma “militarização” do sistema escolar.

O sindicato também manifestou preocupação com a imposição de limitações à liberdade pedagógica nas instituições de ensino.