O projeto que tenta “ressuscitar” ave extinta com pintinhos nascidos de ovo artificial

A empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou o nascimento dos primeiros pintinhos criados a partir de um ovo artificial, tecnologia que pode ajudar na preservação de aves ameaçadas e em pesquisas de desextinção. O sistema substitui a casca natural por uma estrutura especial com membrana de silicone feita por bioengenharia, capaz de manter as condições necessárias para o desenvolvimento completo do embrião até o nascimento.
Segundo a empresa, a tecnologia foi pensada para funcionar em larga escala e com custo mais baixo. Pesquisadores tentavam criar algo semelhante desde os anos 1980, mas enfrentavam dificuldades porque os embriões precisavam de muito oxigênio puro, o que podia causar danos ao DNA. A Colossal afirma ter resolvido o problema com uma estrutura que permite a entrada de oxigênio de forma parecida com a casca natural, usando o ar normal do ambiente.
O projeto faz parte dos estudos da companhia para tentar trazer de volta a moa gigante, ave da Nova Zelândia extinta há quase 600 anos. As moas eram aves grandes, não voavam e desapareceram pouco depois da chegada dos primeiros humanos à região. A Colossal também trabalha em pesquisas ligadas ao mamute-lanoso, mas o processo envolvendo a moa deve levar mais tempo porque os cientistas ainda não concluíram todo o sequenciamento genético da espécie.
