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O que a NASA encontrou em Marte que reacende estudos sobre a origem da vida

Região em Marte onde o rover Curiosity coletou três amostras de rochas perfuradas. Foto: Nasa

O rover Curiosity, da Nasa, identificou em Marte uma mistura de compostos orgânicos inéditos no planeta. O estudo foi publicado nesta terça (21) na revista Nature Communications e apresenta resultados de um experimento químico realizado fora da Terra. A descoberta não comprova a existência de vida, mas indica que o ambiente pode preservar moléculas associadas a processos biológicos.

A análise foi feita a partir de material coletado na região de Glen Torridon, dentro da cratera Gale, área rica em argilas capazes de conservar compostos orgânicos. O rover utilizou a substância TMAH para fragmentar moléculas maiores e permitir a identificação de seus componentes.

Entre os achados estão uma molécula com nitrogênio semelhante a estruturas ligadas à formação do DNA e outro composto associado a materiais trazidos por meteoritos. Segundo os pesquisadores, as amostras analisadas podem ter cerca de 3,5 bilhões de anos.

“Achamos que estamos olhando para matéria orgânica preservada em Marte há 3,5 bilhões de anos”, afirmou Amy Williams, líder do estudo. A presença desses compostos sugere que Marte teve condições para reter elementos químicos para a origem da vida, mesmo diante de um ambiente com alta radiação e variações extremas de temperatura.