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O que acontece com o corpo quando dormir pouco vira rotina

Mulher com insônia. Reprodução

O sono insuficiente de forma frequente pode afetar o funcionamento do organismo e se associa a riscos maiores para a saúde. Durante o descanso, o corpo recupera energia e o cérebro participa de processos importantes para a memória, a aprendizagem e a regulação de funções vitais.

Para adultos de 18 a 60 anos, a referência mais consolidada é dormir ao menos sete horas por noite, embora a necessidade varie conforme idade e características individuais. Catia Reis, pesquisadora da Universidade de Lisboa, alerta que a privação de sono prejudica o julgamento e pode dificultar a percepção da própria sonolência.

Especialistas relacionam a falta crônica de sono a maior risco de doenças cardíacas e cerebrais, mas essa associação não significa que noites curtas isoladas causem morte diretamente. Estresse, jornadas de trabalho, condições sociais e problemas de saúde também influenciam tanto a duração do sono quanto seus efeitos.