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O que acontece no corpo durante uma crise de ansiedade

Mulher em crise de ansiedade. Reprodução

Uma prova, uma entrevista de emprego ou um primeiro encontro podem ativar a ansiedade, uma reação ligada ao sistema de alerta do organismo. Em uma crise, o sistema nervoso autônomo simpático acelera o corpo, enquanto as amígdalas cerebrais, o hipotálamo, a hipófise e as glândulas adrenais participam da resposta ao estresse. A liberação de adrenalina e a atuação de neurotransmissores, como noradrenalina, serotonina, dopamina e GABA, influenciam esse processo.

Os sintomas podem incluir coração acelerado, palpitações, falta de ar, pressão no peito, suor, tremores, náusea, tensão muscular e alterações no estômago. Também são comuns medo de perder o controle, pensamentos assustadores, dificuldade de concentração, agitação, irritação e tentativa de evitar situações vistas como ameaçadoras. Uma crise de ansiedade tende a ter um desencadeante identificável e pode se instalar gradualmente; já o ataque de pânico pode surgir de forma abrupta e atingir o pico entre 10 e 30 minutos.

A ansiedade ocasional não representa, por si só, um transtorno. O problema exige atenção quando se torna persistente, intensa ou passa a limitar trabalho, estudos, relacionamentos e outras atividades. Fatores genéticos, traumas e experiências de vida podem aumentar a vulnerabilidade, assim como o uso de estimulantes, como cafeína e cocaína, ou a retirada de álcool e benzodiazepínicos. Psicoterapia, sono adequado, atividade física, lazer e técnicas de relaxamento podem integrar o cuidado profissional.