O que é a prática de Caixa 3, segundo a Lava Jato
Reportagem de Paulo Flores no Nexo Jornal esclarece como funciona esse tipo de corrupção. O caso tornou-se público nos últimos dias com o caso da Cervejaria Petrópolis, dona da Itaipava, que teria pago R$ 120 milhões em caixa três a pedido da Odebrecht.
A informação consta numa reportagem da Folha de S.Paulo. Um dos beneficiados teria sido Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados pelo DEM.
A Polícia Federal apura uma nova “burla” utilizada por empresas que queriam financiar campanhas eleitorais sem que seus nomes aparecessem na prestação de contas de políticos. Os investigadores chamam a prática de “caixa três”. De acordo com delações da empreiteira Odebrecht, o esquema foi operado entre 2008 e 2014 e beneficiou a campanha da chapa Dilma-Temer em 2014 e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), em 2010 e 2014. Os políticos negam as irregularidades.
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No caso do caixa três, a doação é feita diretamente na conta de campanha eleitoral do candidato, mas em nome de uma terceira empresa, que funciona como “laranja”. O nome do doador original, assim, não aparece nas contas eleitorais do candidato. O caso investigado pela Polícia Federal, que envolve a Odebrecht e o Grupo Petrópolis, teria movimentado milhões de reais em doações para políticos de diversos partidos entre as eleições de 2008 e 2014.
O caso investigado pela Polícia Federal, que envolve a Odebrecht e o Grupo Petrópolis, teria movimentado milhões de reais em doações para políticos de diversos partidos entre as eleições de 2008 e 2014.
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