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Síndrome da morte súbita arrítmica: o que é e por que escapa da autópsia

Ilustração de coração humano
Ilustração de coração humano. Foto: Reprodução

A síndrome da morte súbita arrítmica, conhecida pela sigla inglesa SADS, é uma classificação usada quando alguém morre de parada cardíaca de forma súbita e inesperada, mas a autópsia não identifica uma causa estrutural. Portanto, não se trata de uma doença única, e sim do nome dado a mortes que permanecem sem explicação anatômica.

O tema voltou ao noticiário após um inquérito classificar como SADS a morte de Alex Hughes, de 38 anos, filho de Mark Hughes, ex-jogador do Manchester United e ex-técnico da seleção do País de Gales, segundo o Extra. A British Heart Foundation explica que falhas no sistema elétrico do coração podem provocar arritmias perigosas e parada cardíaca mesmo quando o órgão parece normal no exame pós-morte.

Entre as condições hereditárias associadas estão as síndromes do QT longo e de Brugada e a taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica. Após uma morte por SADS na família, parentes próximos podem ser encaminhados a avaliação cardiológica e genética; desmaios durante esforço, palpitações e histórico familiar de morte súbita precoce também exigem investigação médica.