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O que matou Maradona? Perito levanta nova hipótese surpreendente

Diego Armando Maradona, morto em novembro de 2020. Reprodução

O médico-legista Pablo Ferrari, da Assessoria Pericial de San Isidro, afirmou nesta terça-feira (22), no segundo julgamento pela morte de Diego Maradona, que não descarta a Covid-19 como hipótese para o óbito do ex-jogador. A testemunha classificou o caso como uma morte súbita, mas não apresentou a doença como diagnóstico confirmado ou conclusão judicial.

A interpretação do perito diverge da acusação e da junta médica, que sustentam que Maradona agonizou por aproximadamente 12 horas. Ferrari disse que o acúmulo de líquido nos pulmões teria ocorrido em minutos ou poucas horas, provocado edema agudo pulmonar e levado a uma parada cardiorrespiratória. “Não posso sustentar academicamente que tenha tido longas horas de agonia. Foi súbito”, declarou.

Durante o interrogatório conduzido pelo integrante da acusação Patricio Ferrari, o médico-legista reconheceu que não é cardiologista e afirmou que deixou de avaliar trechos manuscritos dos registros médicos por não conseguir lê-los. O primeiro julgamento acabou anulado após o episódio envolvendo a juíza Julieta Makintach e a gravação de um documentário; a próxima audiência está marcada para 29 de setembro, quando os réus poderão prestar declarações.