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O que muda com a queda da patente do Ozempic: Anvisa analisa novos medicamentos

Semaglutina. Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando oito pedidos de medicamentos à base de semaglutida, substância presente no Ozempic e Wegovy, após a queda da patente desses medicamentos. A expectativa é que ao menos uma versão nacional seja lançada até junho, já que diversas farmacêuticas competem para introduzir seus produtos no mercado brasileiro. A Anvisa já tem 17 processos em andamento, e cinco pedidos estão em análise, com três aguardando respostas das empresas. As informações são do g1.

A semaglutida, usada no tratamento de diabetes e obesidade, é classificada como um medicamento biológico, o que impede a criação de versões genéricas. Embora a patente da Novo Nordisk tenha expirado, permitindo que outras empresas fabriquem produtos com a mesma substância, o preço dos medicamentos não deve cair drasticamente a curto prazo. A entrada de concorrentes, no entanto, pode criar um cenário competitivo que pode reduzir os preços com o tempo.

O governo e o Ministério da Saúde, por sua vez, ainda não têm previsão de incorporar os medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente devido ao alto custo de produção. A possibilidade de inclusão no SUS dependerá de futuras negociações e da redução de custos, uma vez que a entrada de novos concorrentes no mercado brasileiro pode tornar o tratamento mais acessível.

Em relação à patente do Mounjaro, composto pela tirzepatida, a expiração está prevista apenas para 2036, o que significa que o mercado ainda terá que esperar mais tempo para o surgimento de concorrentes. A queda da patente do Ozempic, entretanto, já está mudando o cenário, permitindo que novos medicamentos à base de semaglutida entrem no mercado, oferecendo mais opções de tratamento para os brasileiros.