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O que realmente acontece no corpo minutos antes da morte?

A chamada fase ativa da morte indica o momento em que não há mais intervenção capaz de postergar o fim da vida — Foto: Getty Images

A chamada fase ativa da morte é marcada por sinais físicos claros, que indicam que os órgãos começam a desligar e o fim da vida está próximo. Entre os sintomas mais comuns estão sonolência intensa, perda de apetite e sede, pele pálida e azulada, além de respiração irregular e barulhenta. Para médicos especializados em cuidados paliativos, identificar esses sinais é essencial para garantir conforto e dignidade nos últimos instantes.

A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência no tema no Brasil, compara os estágios finais da vida aos quatro elementos da natureza: terra, água, fogo e ar. Primeiro vem a fraqueza extrema, depois o ressecamento do corpo, seguido por uma breve melhora conhecida como “a visita da saúde” e, por fim, a alteração na respiração. Nesse período, a presença da família e o toque humano são vistos como fundamentais para trazer calma e acolhimento.

De acordo com especialistas, a dor pode surgir de forma mais intensa nas últimas horas, mas há medicamentos adequados, como a morfina, que ajudam a reduzir o sofrimento. Pequenos cuidados, como hidratar os lábios, aplicar colírios e oferecer conforto físico e emocional, também fazem diferença. Mais do que procedimentos médicos invasivos, esse momento deve ser usado para despedidas, declarações de amor e reconciliações.

Na etapa final, a respiração se torna cada vez mais irregular, até a expiração derradeira. O coração para, o cérebro se apaga e o corpo encerra lentamente suas funções. Para médicos e familiares, compreender esse processo natural ajuda a enfrentar a morte sem desespero, encarando-a como parte inevitável da vida e permitindo que a partida ocorra de forma mais tranquila.