O segredo da cidade paranaense que sempre aparece entre as melhores do Brasil

Maringá, apelidada de “Cidade da Árvore” no noroeste do Paraná, nasceu na prancheta nos anos 1940, ganhou nome de uma canção e chegou ao topo dos indicadores nacionais de saneamento, educação e gestão pública. O projeto foi entregue em 1945 pelo engenheiro Jorge de Macedo Vieira, que desenhou a cidade seguindo o conceito de cidade-jardim: avenidas largas, canteiros arborizados e três reservas de mata nativa dentro do perímetro urbano.
Das últimas cinco edições do Índice dos Desafios da Gestão Municipal, Maringá ficou em primeiro lugar em quatro. Em 2024, alcançou a melhor marca da história do estudo, à frente de Franca e Jundiaí. No Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil, a cidade atingiu nota máxima: 99,9% de atendimento de água e esgoto e 100% do esgoto coletado tratado. O IDH é de 0,808 e a taxa de escolarização entre 6 e 14 anos chega a 98,4%.
Maringá mantém cerca de 400 mil árvores em calçadas e canteiros, distribuídas em mais de 130 espécies. Em 2022, recebeu o selo de Cidade Árvore do Mundo da FAO-ONU e da Fundação Arbor Day, ao lado de Paris, Madri e Toronto. A cidade tem 14 parques, mais de 90 praças e média de 26 m² de área verde por habitante.
