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O segredo da mulher que viveu 117 anos com idade biológica 23 anos mais jovem

María Branyas Morera, considerada a pessoa mais velha do mundo, aparece ao lado do pesquisador Manel Esteller – Foto: Reprodução

Os segredos de María Branyas Morera, que viveu até os 117 anos, chamaram a atenção da ciência. Segundo estudo publicado na revista Cell Reports Medicine, suas células “pareciam” e “se comportavam” como de alguém 23 anos mais jovem. “Sua idade cronológica, conforme indicado em seu passaporte, era de 117 anos, mas sua idade biológica, conforme determinada por esses testes biológicos que realizamos em laboratório, nos diz que ela era 23 anos mais jovem”, explicou o pesquisador Manel Esteller.

Branyas mantinha hábitos simples e consistentes: sono regular, dieta mediterrânea equilibrada, vida social ativa e ausência de vícios. “Apesar de vários eventos emocionalmente dolorosos ocorridos em seus últimos anos, como a morte do filho, ela manteve uma saúde física e mental saudável”, destacou o estudo. Seu sistema imunológico mostrou baixo nível de inflamação e metabolismo lipídico eficiente, com colesterol “bom” elevado e níveis de açúcar controlados, fatores que ajudaram a manter sua vitalidade.

A genética também contribuiu, já que ela possuía variações associadas à proteção contra doenças como demência e câncer. No entanto, Esteller destacou que não foi apenas a herança genética, mas principalmente o estilo de vida que proporcionou “aqueles quase 30 anos extras de sobrevivência”. Para a própria Branyas, a longevidade vinha de “ordem, tranquilidade, boa conexão com a família e amigos, contato com a natureza, estabilidade emocional, ausência de preocupações e arrependimentos, além de manter uma atitude positiva e ficar longe de pessoas tóxicas”.