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O testamento secreto que pode mudar o destino da grife Armani

Giorgio Armani na passarela durante desfile de sua coleção feminina primavera-verão 2025 em Nova York (EUA). Foto: Bloomberg

O testamento de Giorgio Armani trouxe uma surpresa inesperada ao mundo da moda. Morto no último dia 4, aos 91 anos, o estilista instruiu que seus herdeiros vendam gradualmente a grife que criou há meio século ou considerem abrir o capital na bolsa. A primeira etapa definida é a venda de 15% da Giorgio Armani SpA dentro de 18 meses para grupos de prestígio, como LVMH, L’Oréal ou EssilorLuxottica.

Os documentos preveem ainda que, entre três e cinco anos após sua morte, uma fatia adicional de 30% a 54,9% seja transferida ao mesmo comprador, abrindo caminho para que a empresa passe ao controle majoritário de um novo dono. A decisão contrasta com a postura independente que Armani manteve em vida, resistindo a ofertas de gigantes do setor de luxo.

Analistas avaliam que a marca pode valer entre € 5 bilhões (R$ 31,4 bilhões) e € 7 bilhões (R$ 44 bilhões), e consideram a oportunidade rara. A proximidade de Armani com Bernard Arnault, da LVMH, e as parcerias históricas com a L’Oréal e a EssilorLuxottica fortalecem as chances de que um desses conglomerados seja o destino natural da grife.

O roteiro deixado no testamento é visto como uma guinada surpreendente. As empresas envolvidas reagiram com cautela. A LVMH se disse honrada por ser considerada, a EssilorLuxottica afirmou que avaliará cuidadosamente uma eventual aquisição e a L’Oréal preferiu não comentar.