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O torcedor vendado que decidiu uma vaga nas Eliminatórias da Copa

Comemoração após a Copa do Mundo de 1962, no Chile, vencida pelo Brasil. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo

Muito antes da disputa por pênaltis se tornar regra no futebol, uma vaga nas Eliminatórias da Copa do Mundo foi definida de forma inusitada. Em 1960, Marrocos e Tunísia terminaram empatados após três partidas válidas pela classificação para o Mundial de 1962, e a Fifa recorreu a um sorteio para decidir quem seguiria na competição.

Marrocos venceu o primeiro confronto por 2 a 1, enquanto a Tunísia repetiu o placar na partida de volta. Como não existia decisão por pênaltis, foi realizado um terceiro jogo em Palermo, na Itália. O duelo terminou empatado em 1 a 1, mantendo a igualdade entre as seleções.

Diante da ausência de critérios de desempate, a organização escolheu um jovem torcedor italiano presente no estádio para retirar um dos papéis colocados em uma urna. O bilhete sorteado apontou Marrocos como classificado. A imprensa da época registrou o episódio como uma classificação obtida por sorteio, algo raro na história das Eliminatórias da Copa.

Após avançar, a seleção marroquina eliminou Gana e chegou à fase seguinte da competição, mas acabou superada pela Espanha, ficando fora do Mundial de 1962. A estreia do país em Copas do Mundo aconteceria apenas oito anos depois, na edição de 1970, realizada no México.