Apoie o DCM

O único esporte que proíbe mulheres nos Jogos de Inverno

Combinado nórdico: entenda por que não há prova feminina da modalidade nos Jogos de Inverno
O austríaco Thomas Rettenegger (à esquerda) e os norueguêses Einar Luraas Oftebro e Andreas Skoglund competem no cross-country do evento combinado nórdico individual. Foto: Tobias Schwarz/AFP

O combinado nórdico segue como o único esporte dos Jogos Olímpicos de Inverno que não permite a participação feminina, apesar dos avanços recentes na igualdade de gênero no evento. A modalidade, que reúne salto de esqui e esqui cross-country e faz parte do programa olímpico desde 1924, continua restrita aos homens — situação que impede atletas bem ranqueadas de competir, mesmo com desempenho internacional relevante.

A exclusão contrasta com o esforço do Comitê Olímpico Internacional (COI) para ampliar a presença feminina nos Jogos, que já alcançaram quase paridade entre homens e mulheres. Enquanto o número de competidores masculinos do combinado nórdico diminui, a participação feminina cresce em circuitos internacionais organizados pela Federação Internacional de Esqui e Snowboard, com mais de 200 atletas disputando provas e rankings.

Atletas defendem que a inclusão das mulheres pode fortalecer o futuro do esporte, que enfrenta risco de perda de espaço olímpico. Para competidoras, a permanência da proibição é vista como injusta e ultrapassada, resumida no desabafo da atleta Annika Malacinski à CNN Sports: “É 2026 e isso é simplesmente flagrante. É tão desigual. É sexista. Não está certo, e eu costumo ser uma pessoa que se manifesta quando as coisas não estão certas.”