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Oceano pode estar mais quente que em 125 mil anos? Entenda a comparação

Ondas na superfície do oceano
Ondas na superfície do oceano. Foto: Reprodução/Pexels

A temperatura média da superfície dos oceanos alcançou 21,1°C em 22 de agosto, o maior valor diário da série por satélite do observatório europeu Copernicus, iniciada em 1979. A marca ficou acima da média registrada entre 1995 e 2014, período que um estudo publicado na revista Science usa como referência para o pico de calor dos mares no último período interglacial, há cerca de 125 mil anos.

A comparação não resulta de medições diretas do passado. Pesquisadores reconstruíram as temperaturas daquele intervalo, entre 129 mil e 116 mil anos atrás, por compostos químicos preservados em sedimentos do fundo do oceano. Naquele período, o aquecimento ocorreu por variações naturais na radiação solar ao longo de cerca de 13 mil anos; hoje, o aumento acontece sobre um oceano aquecido pela emissão de gases de efeito estufa.

O Copernicus atribui o recorde à combinação do El Niño no Pacífico com o aquecimento global de longo prazo. Os oceanos absorvem cerca de 90% do excesso de calor retido no sistema climático, o que eleva a evaporação e a umidade disponível para chuvas intensas. A água mais quente também se expande e contribui para a elevação do nível do mar, enquanto ameaça recifes, espécies marinhas, a pesca e comunidades costeiras.

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