Como o calor acumulado nas profundezas dos oceanos ameaça o litoral

Os oceanos absorveram em 2025 uma quantidade adicional de calor equivalente a cerca de 40 vezes toda a energia consumida pela humanidade naquele ano. Foram 23 zettajoules, segundo o décimo relatório sobre o estado dos oceanos do serviço marinho europeu Copernicus, divulgado nesta quarta-feira (30). O levantamento aponta um novo recorde de calor acumulado.
Elaborado com contribuições de 125 pesquisadores, o relatório do Copernicus reúne observações e modelos científicos. O nível médio global do mar subiu 3,8 milímetros por ano entre 1999 e 2025. No intervalo mais recente, de 2012 a 2025, o ritmo chegou a 4,2 milímetros anuais. A acidez também aumentou aproximadamente 17% entre 1985 e 2025.
O aquecimento alcança camadas profundas e pode persistir além das alterações observadas na superfície. O acúmulo de calor favorece ondas de calor marinhas, modifica ecossistemas e contribui para a elevação do nível do mar pela expansão da água aquecida. Os efeitos atingem tanto a vida marinha quanto as comunidades costeiras.
